Cap. 1 - Fecundação,  Espermatozóide humano

Maturação e capacitação dos espermatozóides

MATURAÇÃO DOS ESPERMATOZÓIDES

     Os espermatozóides que saem dos testículos e entram no ducto epididimário possuem um movimento circular. Após um processo de maturação de 2 semanas, quando percorrem todo o epidídimo e são armazenados em sua cauda, os espermatozóides adquirem motilidade para frente, necessária para a fertilização.

CAPACITAÇÃO DOS ESPERMATOZÓIDES

     Ocorre dentro do trato genital feminino, durante o trajeto até a tuba uterina, e leva cerca de 5 a 6 horas em humanos, alterando dois aspectos decisivos no comportamento espermático: ele aumenta bastante a motilidade do flagelo, e torna o espermatozóide capaz de sofrer a reação acrossômica. O espermatozóide sofre grandes alterações bioquímicas e funcionais, incluindo alterações em glicoproteínas, lipídeos e canais de íons na membrana plasmática, e uma grande alteração no potencial de repouso da sua membrana, se deslocando para um potencial mais negativo, tornando-a hiperpolarizada. A capacitação também está associada a um aumento no pH citosólico, a fosforilação de tirosina de várias proteínas espermáticas, e a exposição de receptores de superfície celular que ajudam o espermatozóide ligar-se à zona pelúcida. A capacitação pode ocorrer in vitro, no meio de cultivo apropriado, contendo três componentes críticos, normalmente encontrados em altas concentrações no trato genital feminino: albumina, Ca2+ e HOC3-. A albumina ajuda a retirar o colesterol da membrana plasmática, aumentando a capacidade desta membrana de fundir-se à membrana do acrossomo durante a reação acrossômica. O Ca2+ e HOC3- entram no espermatozóide e ativam diretamente uma enzima adenilil-ciclase solúvel no citosol para produzir AMP cíclico, que ajuda a iniciar muitas alterações associadas à capacitação.

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